Prefeitura anuncia criação de Rede Mário Gatti de Urgência e Emergência

de2c8e8df1085c34ec3ce1e6ba746216O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, assinou projeto de lei que cria a Rede Mário Gatti. A rede vai integrar os hospitais e o Sistema de Urgência e Emergência do município: hospitais Mário Gatti e Ouro Verde, Samu e as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) São José, Padre Anchieta e Campo Grande – a UPA Sul-Leste, que será inaugurada em 2018, também fará parte da rede.
O objetivo é fazer uma gestão unificada e integrar as partes operacional, funcional e administrativa das unidades hospitalares, das UPAs e do Samu. Serão unificados os recursos humanos e a aquisição de insumos e serviços. “A Rede Mário Gatti será um novo modelo de gestão e permitirá um aproveitamento melhor do sistema”, afirmou o prefeito.
Entre os benefícios haverá qualificação na assistência, redução do tempo de espera dos pacientes para o tratamento, uso compartilhado das estruturas e dos recursos humanos e padronização dos serviços e do atendimento. Além disso, garantirá maior agilidade e preços melhores nas compras. A estimativa é que a economia seja de 20% a 25%.
“A implantação da Rede Mário Gatti traz ganhos em escala. Nesse sistema, uma estrutura pode socorrer a outra. Por exemplo, no caso de falta de insumos, funcionários, leitos, entre outras situações”, disse o presidente do Mário Gatti, Marcos Pimenta.
 Ensino
A rede continuará atuando como hospital de ensino, que agora terá o trabalho unificado nas áreas de estágios curriculares, residências médicas, multiprofissional e odontológica, além do treinamento e capacitação em serviço.
“A saúde municipal passa a ser um organismo único. Essa vinculação, esse trabalho conjunto, tudo vai ser desenvolvido ao longo dos próximos meses. A lei vai ser debatida, os nossos parlamentares vão se debruçar sobre ela. Do nosso lado vamos trabalhar para dar a dinâmica administrativa a esse modelo”, afirmou o secretário de Saúde, Carmino Antonio de Souza.
No início, os recursos humanos serão cedidos pela Secretaria Municipal de Saúde. Novas e futuras contratações serão realizadas pela própria rede. Os recursos financeiros para funcionamento da Rede Mário Gatti serão por meio de dotação orçamentária já existente. Não haverá aumento de custos para o município.
A implementação será progressiva e contará com reavaliações constantes. Haverá um novo formato da gestão e acompanhamento, por meio da integração do Ouro Verde à Rede Mário Gatti.
Crise no Ouro Verde
Nesta quinta-feira (30), a Operação Ouro Verde em Campinas e outras cidades de São Paulo resultaram nas prisões de cinco empresários. Foram cumpridos 33 mandados de busca e houve apreensão de R$ 1,2 milhão, além de carros de luxo.

Screen Shot 2017-12-01 at 09.14.25As investigações do Ministério Público mostraram que um grupo ligado à Organização Social Vitale, responsável por administrar o hospital Ouro Verde, usava a entidade para obter vantagem indevida via consultorias simuladas. A Vitale é uma organização sem fins lucrativos e o contrato com o Executivo foi firmado há 17 meses.

Segundo o promotor Daniel Zulian,  há indícios de superfaturamento na compra de medicamentos, insumos e prestação de serviços no hospital, além da suspeita de recebimento de propina por agentes públicos.

Durante todo o dia foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em sete cidades paulistas, mas há indícios de que a organização criminosa atuava em outros estados.

No condomínio Alphaville, policiais apreenderam dois carros de luxo na casa de Fernando Vitor Torres Nogueira Franco, que era ligado à Vitale e foi preso. Em outra casa, no mesmo condomínio, os policiais apreenderam R$ 1,2 milhão. O dinheiro estava guardado em pastas escolares e pertence a Anésio Corat Júnior, diretor da Secretaria de Saúde do município que foi exonerado nesta sexta-feira.

Em São Paulo, dois homens foram presos: Daniel Augusto Gonzales Câmara e Paulo Câmara. Em Bariri, policiais também prenderam Aparecida Bertoncelo e Ronaldo Foloni.

Como resposta à operação, o prefeito Jonas Donizette (PSB) anunciou que irá romper o contrato com a Vitale  e que irá nomear uma comissão de intervenção no hospital para definir os trâmites do rompimento e a possível contratação de uma nova empresa para gerir a estrutura. Jonas contou ter sido tão surpreendido quanto a população.

“Quando surgem fatos como esse, a resposta tem que ser dura e severa. Do lado da Vitale, nós vamos varrer a Vitale da cidade de Campinas para que fique um exemplo para quem quer fazer coisas semelhantes saiba que Campinas não é lugar para isso”, afirmou o prefeito.

Segundo ele, o funcionário preso era carreira e trabalha para a Prefeitura há muitos anos. Além de ser exonerado, ele responderá a processo disciplinar. “Ele já cumpria essa função na parte da diretoria da prestação de contas, ele será sumariamente exonerado”.

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