Como usar uma meia de compressão?

eversheerA gente sempre ouve falar que com a idade surgem uma série de complicações. Problemas de visão, graças a Deus, ainda não tenho. Mas as dores nas pernas. Bem, estas não posso negar. Confesso que sempre fico tentada a comprar uma destas meias de compressão e achei curioso por receber um release sobre o tema. De fato, ele esclarece algumas dúvidas que eu tinha e, justamente por isso, decidi compartilhar com vocês.

Sei que algumas pessoas usam as meias de compressão no dia a dia como forma preventiva ou terapêutica das doenças vasculares – ou, até mesmo, para otimizar os resultados durante os exercícios físicos. Bem, sobre este último uso, não posso falar muito, mas tenho curiosidade para saber como as dores nas pernas se comportariam.

 Tamanho e nível de compressão

Não pense você que paraa adquirir uma meia de compressão é preciso ter apenas o número do calçado. Segundo a Sigvaris, que produz as meias, é precisamos estar atentas a medidas como a circunferência do tornozelo, circunferência da panturrilha, altura do pé a dois dedos abaixo do joelho, circunferência da coxa e altura do pé à região glútea – sendo as duas últimas necessárias apenas para modelos meia-coxa e meia-calça.

 “Essas medidas são essenciais para garantirmos que a maior compressão se inicie no tornozelo e diminua em direção a coxa (compressão graduada). Somente assim, a meia de compressão graduada irá impulsionar o sangue das pernas de volta ao coração (retorno venoso)”, explica Murilo Lombardo, especialista de produtos da Sigvaris do Brasil.

 Outro fator determinante na escolha da meia é a classe de compressão. Enquanto os modelos de 15 – 20 mmHg são indicados, em maioria, para a prevenção de doenças venosas e alívio da sensação de peso e fadiga nas pernas, as de 20 mmHg em diante são majoritariamente recomendadas para o tratamento de insuficiência venosa crônica, veias varicosas com edema leve, linfedema, síndrome pós-trombótica, pós-cirurgia venosa, entre outros.

Para adquirir meias com níveis acima de 20 mmHg, é preciso consultar um especialista para a indicação da compressão ideal.

 Como vestir a meia?

 Depois de adquirir a meia mais adequada em questões de tamanho, modelo e classe de compressão, é preciso certificar-se de calçá-la da maneira correta. Usá-la de forma inadequada não somente anula os benefícios que ela promove como pode ser prejudicial à saúde. As meias do modelo panturrilha devem sempre ficar, em média, dois dedos abaixo do joelho – enquanto as do tipo meia-coxa devem ser vestidas até 4 dedos abaixo do glúteo.

“Além do desconforto, o principal problema de calçar a meia de maneira inadequada, é a formação do garrote (interromper a circulação sanguínea). Esse evento pode causar dores, inchaços e até mesmo a formação de coágulos sanguíneos (TVP – trombose venosa profunda)”, ressalta o especialista de produtos.

 Independentemente do modelo, as meias não podem ser dobradas propositalmente (a fim de deixa-las mais baixas ou firmes na perna) e devem ser bem distribuídas para evitar garrotes (dobras). Por fim, para uma melhor preservação, recomenda-se tirar anéis e pulseiras antes de vesti-la, para evitar rasgos, e atentar-se a certos cuidados na hora da higienização, como: lavar manualmente, não usar alvejante à base de cloro, não torcer, deixar para secar na sombra, entre outros.

Olha, depois de todas estas infos, prometo experimentar uma.

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